Cidade do Porto com Cátia de Castro
Sabia que as gentes do Porto são apelidadas de “Tripeiros”?

Esta designação está relacionada com um acontecimento ocorrido há quase 600 anos.

É do Porto que o Infante Dom Henrique parte em 1415 para a conquista de Ceuta. Os navios foram abastecidos com a melhor carne, que era depois salgada no interior das naus.

As tripas e outras vísceras do gado ficaram em terra, uma vez que facilmente se estragariam numa viagem tão longa. Com estas, a população criou o prato que é agora nacionalmente conhecido como “Tripas à Moda do Porto”.

Se o tema lhe abriu o apetite, então não deixe de provar outro dos pratos típicos do Porto – a famosa Francesinha. A verdade é que não faltarão opções. As nossas são: o Bufete Fase, perfeito para quem gosta de francesinhas com molho picante, a Cervejaria Brasão, o Café Santiago, o Afonso e a Regaleira, local onde foi criado este prato. Se for vegetariano opte pelo restaurante Lado B.

Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados

Na Praça da Liberdade poderá contemplar a estátua equestre em bronze de D. Pedro IV, vigésimo sexto rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil, que ofereceu, literalmente, o coração à cidade do Porto. O órgão humano, esse, encontra-se guardado na Igreja da Lapa, não a sete mas a 5 chaves, estando uma delas na posse do presidente da Cámara.

A Avenida dos Aliados fica ligeiramente acima e no centro poderá contemplar a imponente Câmara Municipal do Porto, que é também um dos símbolos da cidade e onde acontecem as grandes celebrações.

A construção desta avenida e praça remonta aos inícios do século XX e é influenciada predominantemente pelo estilo arquitetônico Francês.

Está no centro da cidade, onde também podemos encontrar importantes edifícios como o Banco de Portugal ou o Hotel Intercontinental.

Torre dos Clérigos

De frente para a estátua de D. Pedro IV suba agora a rua à sua esquerda. Ao cimo desta encontrará a Igreja e a famosa Torre dos Clérigos, concluída em 1749.

Esta espetacular obra é da autoria do arquiteto italiano Nicolau Nasoni, figura importante na história da arquitectura do Porto e do Douro.

Com 75 metros de altura, demorou cerca de 30 anos a ser construída. É tão alta que, na altura, os navios guiavam-se por ela ao dirigirem-se para a barra do Douro.

Nicolau Nasoni foi enterrado dentro da igreja dos Clérigos mas, até à data, ninguém sabe exatamente onde se encontram os restos mortais do arquiteto toscano.

Se tiver força e coragem, suba os 240 degraus em caracol até ao topo e desfrute de uma vista de 360 graus sobre a cidade.

Livraria Lello

Antes de entrar na livraria, não se esqueça de comprar bilhete. A bilheteira encontra-se dois edifícios acima e o preço do bilhete poderá ser descontado depois na compra de livros.

A centenária livraria Lello foi fundada em 1906 pelos irmãos António e José Lello. O edifício combina os estilos neogótico Inglês e a arte nova, datando do início do século XX.

O primeiro olhar recai sempre sobre a inconfundível fachada. Repare nas duas figuras femininas… a da esquerda simboliza a arte, segurando uma escultura, e a da direita a Ciência, segurando um dos símbolos da antropologia. As pinturas são da autoria do professor José Bielman, já a construção do edifício do engenheiro Francisco Xavier Esteves.

Ao entrar, note na escadaria de cor carmim, com detalhes de madeira minuciosamente talhada. Terá sido esta escadaria que inspirou a escritora J. K. Rowling para uma das cenas do livro Harry Potter, nomeadamente a grande escadaria de Hogwarts.

A livraria Lello Irmãos é a única livraria do mundo onde se paga bilhete para entrar, mas a verdade é que vale mesmo a pena!

Estação de São Bento

A Estação de São Bento foi inaugurada oficialmente a 5 de Outubro de 1916.

Imagine que aqui esteve instalado o Convento de São Bento de Avé Maria que viria a ser demolido nos finais do século XIX. Para a sua demolição, o governo teve de esperar até à morte da última abadessa.

Ao entrar na estação, vai surpreender-se com a quantidade de azulejos que cobrem as paredes. No total são 20 mil, da autoria do artista Jorge Colaço, que contam a história do Porto.

Representados estão momentos históricos como, por exemplo, o casamento de D. João I com a inglesa Filipa de Lencastre, a conquista de Ceuta pelo Infante D. Henrique, a entrega de Egas Moniz ao Rei de Leão, o torneio de Arcos de Valdevez, e também usos e costumes como as vindimas no Douro, as ceifas e as procissões.

De costas para o ecrã das partidas e chegadas, poderá ver os azulejos superiores, onde se encontram representadas as quatro estações do ano, desta vez pintados de diversas cores e não a branco e azul cobalto. Aqui também poderá observar os painéis sobre a evolução dos transportes ao longo dos séculos.

Esta estação é considerada uma das mais bonitas do mundo.

Mercado do Bolhão

O Mercado do Bolhão chama-se assim, porque aqui se situava uma grande bolha de água.

Abriu portas em 1850 e é o mais emblemático mercado da cidade em estilo neoclássico. Nos dois pisos poderá encontrar fruta, legumes, peixe, carne, flores e artesanato português. Nos últimos anos tem sido alvo de obras de reabilitação mais ou menos polémicas entre comerciantes e a Câmara Municipal.

Os vendedores do Bolhão têm pregões muito típicos, por isso não perca a oportunidade de os ouvir, enquanto faz as suas compras.

À volta deste edifício irá também encontrar típicas mercearias portuenses, como a Pérola do Bolhão, Casa Chinesa, Casa Natal ou a Casa Ramos. Naturalmente que em todas elas poderá encontrar o famoso bacalhau.

Sé do Porto

Situada no alto da Pena Ventosa, a Sé ou catedral faz parte do Centro Histórico do Porto, um local classificado Património Mundial pela UNESCO em 1996, e é uma das mais belas catedrais portuguesas.

Começou a ser construída na segunda metade do século XII, sendo um edifício originalmente de traço românico.

Ao belo templo, construído ao longo de um século, foi acrescentado, já na época gótica, uma capela funerária e um claustro. Para visitar este último, deverá pagar bilhete.

A Sé do Porto sintetiza assim três grandes estilos arquitetónicos, o românico, o gótico e o barroco, fruto das profundas alterações feitas já nesse período e em pleno século XVIII, sob as instruções do arquiteto Nasoni.

Detentora de uma notável coleção de azulejos e pinturas murais, dentro da catedral podemos ver do lado esquerdo a imagem da Nossa Senhora da Vandoma, a padroeira da cidade. Trata-se de uma estátua muito antiga, a qual se acredita ter vindo da região Francesa de Vandome entre os séc. 14 e 15.

Cá fora temos um pelourinho com cerca de 70 anos, oferta da Câmara do Porto, que não tem nenhum significado para além do decorativo.

Olhando de novo para a fachada da Sé, tente descobrir gravado na grande torre do lado esquerdo um pequeno barco. Esta poderá ser uma das mais antigas representações de um navio, e que simboliza a ligação dos portuenses ao mar e aos descobrimentos.

De saída da catedral, repare na grande estátua equestre à sua esquerda. Trata-se de Vimara Peres, um nobre galego, responsável por expulsar os mouros no ano 800 e também pelo repovoamento da região do Minho e Douro.

Igreja de São Francisco

Se tiver que escolher uma igreja no Porto, que seja a Igreja de S. Francisco. A construção iniciou-se, ao que tudo indica, em 1244.

À semelhança da Sé, esta igreja sofre grandes alterações no século XVIII, predominando o estilo barroco. Por dentro, a igreja é praticamente forrada a ouro, utilizando para o efeito quase 200 Kilos deste material precioso. Destaca-se ainda a famosa árvore de Jessé.

Diz-se que nos tempos de carestia a igreja manteve-se fechada por causa da riqueza que ostentava no seu interior. A Igreja de S. Francisco é também Património da Unesco desde 1996.

Bairro de Miragaia

É um dos mais antigos bairros do Porto e começou a ser povoado, imagine, no século XIII. Casas coloridas e muito estreitas, com famosas arcadas que outrora davam acesso à praia.

Se percorrer este bairro, vai com certeza encontrar parte do que resta da “Muralha Fernandina”.

Foi também aqui que no século XV chegou um barco arménio, fugido dos turcos, que deixou na Igreja de S. Pedro de Miragaia as relíquias de um médico que as gentes do Porto adotaram depois como padroeiro da cidade: S. Pantaleão. Assim se justifica a existência da Rua da Arménia.

Nos dias de muita chuva, as águas do rio Douro costumam galgar as margens e chegam até aqui, tendo havido várias inundações ao longo dos anos.

As Pontes do Porto

A cidade do Porto é ligada por seis pontes, mas fazem parte da sua história mais duas: são elas a Ponte das Barcas e a Ponte Pênsil.

A Ponte das Barcas foi, aliás, a primeira ponte a ligar o Porto a Gaia, em 1806. Ao caminhar pela Ribeira em direção à Ponte Luís I irá encontrar junto às margens do rio Douro uma estrutura em aço. Era exatamente nesse ponto onde se amarravam os cabos que ligavam entre si as cerca de 30 barcaças. A peça é da autoria do arquiteto Souto Moura e evoca a tragédia de 29 de Março de 1809, em que cerca de 4 mil pessoas morreram ao tentar atravessar a ponte que cedeu com o peso.

A população fugia das tropas de Napoleão que nos três dias seguintes saquearam a cidade.

Até aos dias de hoje, as gentes do Porto prestam homenagem às vítimas, depositando velas e flores junto às Alminhas da Ponte, um painel de bronze que se situa em frente ao rio.

Depois da tragédia, uma nova ponte foi construída em 1843, a ponte Pênsil ou D. Maria II, ficando de pé apenas 46 anos. Hoje só restam os pilares em forma de obelisco.

Mas a ponte mais simbólica do Porto é a Luís I. O título de Dom foi retirado, uma vez que o rei faltou à inauguração em 1886. O projeto ficou a cargo do engenheiro Théophile Seyrig.

Durante a sua visita ao Porto, vai ainda ter oportunidade de avistar as pontes D. Maria Pia, S. João, Infante, Freixo e Arrábida.

Serra do Pilar

É na Serra do Pilar que se encontra o mosteiro do sec. XVI com o mesmo nome. Daqui pode desfrutar do melhor pôr do Sol sobre o rio Douro, abrangendo a Ponte da Arrábida já muito próxima da foz e do Oceano Atlântico.

É o melhor postal da cidade desde Vila Nova de Gaia, onde se encontram as famosas caves do Vinho do Porto e estão atracados os chamados barcos rabelos, embarcações que transportaram até aos anos 60 os barris deste vinho desde o Alto Douro Vinhateiro.

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